Apertou-me aquela saudade que só um ESTOTUNO de verdade sente, após um telefonema de um tuno a relembrar os velhos tempos nos açores, que por acaso, antecedeu uma boa conversa num daqueles jantares de quarta-feira em que, com o nosso fumaça, também recordava esses e outros saudosos tempos!
Após me ter afastado da Tuna por uns tempos, pois não me revejo em determinados valores, no seu espírito e maneira como é conduzida neste momento, mas nunca esquecendo o lema UMA VEZ TUNO, TUNA PA SEMPRE, a seguir a esse jantar, passei por acaso, na rua da sede e surgiu um convite para irmos beber uma mini à sede, casa que ajudei a “construir”. Como sempre, lá fui eu dar o meu contributo, com mais dois tunos fundadores da ESTOTUNA bem conhecidos de todos nós que me acompanhavam…
Bem, mais valia não termos entrado, assim que entrei o meu coração doeu-me tanto que não é fácil explicar-vos, pois não me deparei com uma sede, mas sim com uma lixeira irreconhecível, com garrafas caricas cigarros etc. num chão imundo e mal cheiroso.
Pensei…Será que aquilo que aqui está não custou a ter ou a construir?
Mais uma vez confirmou a minha teoria actual, na forma da condução da tuna e nos valores existente nela, que aqui vou deixar em jeito de pensamento e grito de revolta para quem quiser ler:
A tuna é muito mais do que uma instituição para beber copos um dia por semana quando há ensaios ou até depois das duas da manhã, quando não há nada aberto, é preciso haver músicas novas, passar conhecimentos e experiencias, zelar pelo bem da tuna (Instrumentos, sede, limpeza da sede etc) e pelo futuro dela, pois um dia destes quando olharmos para a sede, ou quisermos ir a uma actuação, não haverá mais ESTOTUNA visto que o futuro dela passa e passará sempre pela passagem de testemunho e conhecimentos que no meu entender pararam no tempo, pois já não há espírito de grupo, de amizade e de solidariedade.
Noutros tempos, éramos 30 e davam o litro pela tuna 20, hoje somos 20 e dão o litro por aquilo 5 ou 6!
Já agora dar o litro é ir aos ensaios, arranjar actuações, passar conhecimentos para os caloiros, dar ideias e tentar levar o nome da ESTOTUNA cada vez mais alto com grandes actuações, mas para isso é preciso trabalho, dedicação e empenhamento.
É nesse valores que me revejo, de uma tuna amiga, solidária e com grande espírito de camaradagem e sempre que achar que estes valores estão reunidos pois meus amigos não duvidem que lá estarei com a minha flauta na mão para dar o pouco que sei em música, mas o muito em amizade e espírito de tuna.
Acho que vale a pena pensar nisto.
Abraço e até um dia destes.